ROXANNE BLAZE (Burbank, California 03SET1974)






 Quem acompanha o mercado de filmes adultos, lembra bem que até meados dos Anos 80 predominavam as produções rodadas em película, que tinham um destino certo: as salas de cinema. O mercado de home vídeo ainda era algo relativamente novo, e funcionava como uma espécie de segunda via para as produtoras. Mas com a entrada em cena de realizadores mais arrojados, como Andrew Blake, começaram a utilizar nos filmes adultos um novo padrão de tecnologia em vídeo (introduzida no cinema tradicional por Francis Ford Coppola) que simulava película e que permitia cuidados fotográficos muito delicados. Como a produção de filmes adultos se resolvia com alguma rapidez, e, ao contrário do cinema tradicional, não exigia muito tempo de estúdio, nem muita disponibilidade de elenco e de técnicos, a tecnologia em questão, que ainda era cara, ficou viável, e passou a ser muito utilizada no meio em produções XXX padrão A, que ainda visavam as telas de cinemas.

 

Então, em 1993, surgiu na cena adulta um daqueles filmes que viram divisor de águas. O filme era “Nothing to Hide 2 – Justine”, que retomava um filme clássico do gênero com Erica Boyer rodado 12 anos antes, e o transformava em série. O diferencial do primeiro Nothing To Hide é que tinha um plot bem resolvido e atuações convincentes de seus atores -- algo raríssimo no meio --, e esse mesmo padrão foi repaginado para o segundo filme da (agora) série, com resultados impressionantes. Contava a história de uma garota linda e fascinante – Roxanne Blaze, no auge de seus 19 anos, um mix de Jane Seymour e Uma Thurman, como se isso fosse possível – que seduz filho e pai sem saber do parentesco entre os dois.  Roxanne passeia pelo filme em diversas cenas, todas bem generosas e fogosas, e ganhou uma infinidade de prêmios como Hottest New Pornstar no ano de 1994. 





Nascida em Burbank, subúrbio de Los Angeles, com o nome Sarah Anne Bellomo em 3 de Setembro de 1974, ela começou na Indústria do Cinema Adulto assim que completou 18 anos de idade. E passou com honras em todos os testes de fotogenia, e também em todos os “outros testes” que revelaram que a moça, além de linda e gostosíssima, era também muito desinibida, craque absoluta em fazer sexo diante das câmeras. Brilhou intensamente em produções da  VCA PicturesVividEvil AngelCaballero Home Video, entre outros.

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E então, depois de dois anos de carreira e 37 filmes deliciosos, Roxanne Blaze decidiu deixar o mercado de filmes XXX e mudar para o mercado softcore, deixando as cenas calientes que a celebrizaram por cenas de sexo simuladas. Para piorar, inaugurou sua nova fase trocando o pseudônimo Roxanne Blaze por seu nome verdadeiro, Sarah Bellomo.





Foi uma tristeza só. Sua legião de fãs ficou inconformada com seu redirecionamento de carreira. Ela até que conseguiu se firmar no mercado em produções B como Beach Babes From Beyond e Beach Babes Cave Girl Island, mostrando, se muito, seus belos seios e seu corpo de bikini. Mas infelizmente não foi muito longe. E, consequentemente, hoje poucos se lembram de Sarah Bellomo, mas ninguém consegue esquecer Roxanne Blaze.

 

Vejam o porquê disso no vídeo a seguir. (Manuel Mann)  



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